sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Atenção!

Leia a partir da primeira postagem que não é a anterior e sim a primeira no arquivo com o título: O início.

Obrigado

Elle - ECT: Últimas.

Numa das últimas cartas estávamos afinados. Meu desejo de vê-la era tão grande que na falta disso pedi licensa para a minha mãe e num domigo de final do Futebol Americano liguei para ela. O som saía cortado, era engraçado, acho que a essa altura ela estava em Boston. Enfim, essa ligação marcou o fim do maior e verdadeiro amor que alguém pode ter por alguém. Sim, porque esse amor ultrapassava os desejos de posse, de ter que beijá-la, de compartilhar os dias com ela. Foi Ellen e ainda é o amor verdadeiro, que respeita, que tem carinho, atenção e não necessariamente se traduz em matrimônio ou sexo. Ambos seriam ótimos, kkkkkkkkkk!
Brincadeiras a parte, este foi um pequeno relato do que fomos e sempre seremos: Eu e Ellen.
Lembrando com carinho dos que passaram por nós naquele momento: Patrícia Gurgel, Diego, Samily, Mariana Madruga, Yuri, Guilherme, Flávia Maria, Flávia Cariello, Mariana Barreto, Hérika, Priscila, Annie Mercury, Caio, dentre outros que aqui não estiveram mas certamente lembrarão da "Época do Marista"

Com amor.

Márcio Franco da Silva.
viva_natal@hotmail.com

Elle - ECT: Novidades.


Nesta carta ela me maltratou, acabou comigo! Eu já quedara apaixonado outras vezes, não via a hora dela chegar e dar-lhe um abraço, sabia que um beijo não aconteceria, não faz mal, a presença dela para mim já era de grande valia.

Elle - ECT: Cd de Cássia Eller


Estava com cara que carimba postais... Foi quando decidi comprar um cd de Cássia Eller que a Ellen adorava e mandei para onde ela estava. Naquele tempo não tínhamos internet. Veja que era 1996, apenas 11 anos atrás. Receber a carta dela foi uma das sensações mais alucinógenas possíveis afinal ela estava nos EUA!!!

Ellen - ECT


No caso Ellen Moura trocamos cartas. Mas a primeira carta não era para mim. Resultado: não entreguei. Ellen a essa altura estava indo para os EUA, o ano em que eu descobri o quanto a amava. Foda-se Jonathan, huahuahuahua!

Nunca as tive, mas sempre as amei. - Parte 3

Surge Hérika. Essa garota eu a classifico como a paixão mais hardcore que existiu nesse período. Ela fazia Karatê e tinha belos olhos verdes, um temperamento explosivo e uma melhor amiga incrível. Hérika sabia como me deixar louco com sua boca próxima a minha, seus olhos fitos e toda uma malícia pueril, pode? Sim, assim era ela, ela sabia que era só assobiar que eu ía correndo vê-la, por isso me maltatou bastante. Minha paixão por ela foi intenso e fervoroso mas quem acabou me beijando mesmo foi Priscila, sua melhor amiga. No Natal Shopping enquanto ela entrou no cinema nós nos beijamos. Acho que Priscila na verdade tinha aquela "inveja psíquica" e eu forcei a barra. Tava afim de beijar e Hérika esnobava prontamente. Mas, ela viu o acontecimento e saiu em disparada chorando, irada. Eu entrei em pânico pois estava apaixonado. Era tarde, lembro que todos nós choramos naquele fatídico dia.

Bem, essas foram as mulheres que marcaram a minha passagem pelo Marista.

Nunca as tive, mas sempre as amei. - Parte 2

Já não havia mais namorada, eu e Ellen também já não tinhámos mais o porque, eu deixara de ser novidade e ficamos mais amigos, fachada pura!

Anteriormente aconteceu Annie Mercury. Ah! Essa foi e ainda é o maior amor não vivido. Esse que dão cancêr na gente, banzo e outras quizilas psicológicas. Lembro-me dela como se acontecera ontem e sofro googleeartheanamente á procura de Saint-Louis onde quer que ela esteja. Esse anjo de olhos azuis surgiu na minha vida numa de minhas idas à biblioteca do colégio. Quando ía para casa lá estava ela na lanchonete, algo incrível me aconteceu, eu fiquei tão maravilhado com aquela imagem que as pessoas à volta, para mim não existiam, mas eu existia para elas. Fui para o "stop bus" e fiquei martelando: "volta, volta, volta". Contei até dez e dei primeiro passo, daí chegar até ela e pedir licensa aos amigos dela para conversar foi fichinha. Os amigos entenderam e foram para a frente do colégio e eu fiquei conversando com ela. Annie era do Canadá, estava em intercâmbio cultural. Falamos de nossos futuros, lembro-me de ela querer ser política em seu país, algo lindo por lá! Conversamos tanto que perdi a noção das horas e já estávamos no início da noite. Valeu a pena.

Outros encontros sucederam e ela fazia dança com meu amigo Caio. Eu ía ver. Depois um dia pela manhã ela estava estudando com o professor de inglês mais irado que eu conheci. César, um figuraça. Eu o cumprimentava dizendo, Ave, César! Ele fez com que ela me passasse o seu endereço, porém, mais uma vez o destino acertadamente me fez perder, pois eu seria capaz de ir à pé, atravessar o deserto do México me alimentando das cobras, pularia o muro de contenção da imigração americana e batia em todos os policiais do FBI e na grande travessia da América tratava de aprender inglês e francês, escreveria um livro com o tema, ficaria rico, chegaria a sua casa e a pedia em casamento!!! Praticamente um Forrest Gump, kkkkkkkkk!

Nunca as tive, mas sempre as amei. - Parte I

Ellen foi realmente a minha primeira paixão no Marista. Cheguei até a fazer um desenho dela como sempre faço pelas garotas que me apaixono, patologia à parte, rsrsrsrs. Adorava estar em sua companhia e não me cansava de fitá-la. Porém sabíamos que isso nunca daria certo, afinal eu namorava a prima de Diego...

Depois de Ellen veio FM. Eu a achava linda, hoje, seus olhos naquela pele alva me lembra o gatinho de Shrek quando faz chantagem. Era assim os olhos dela. E tinha um belo sorriso. Nesses intervalos amorosos lembro que escrevia uma estória em capítulos todos os dias para Ellen e Mariana.

No surgimento dos amores impossíveis surgiu uma garota realmente muito impossível, a belíssima Mariana Madruga. Mariana Madruga era uma latina, tons fortes e um cabelo preto. Seu olho era árabe e instigante, sempre bonita portava uma coleirinha preta que me fazia uivar! Ela era a "nata" do Marista, destacava-se entre a "high -school bervely hills 2000" ela, Sanyli Abi Faraj e seu namorado, dentre outros.

Todo o show de Netinho era a mesma coisa, eu embriagado de caipirinha e cerveja, a ponto do meu amigo Bartô, cavaquista do "Divina Chama" sacar meu estado e o Juizado de Menores pegar no meu pé. Lá estava eu, embriagado bem pertinho dela, quietinho admirando-a, pior! Vendo ela ficar com meninos muito mais apessoados.

Mariana Madruga foi a responsável pelo fim do meu namoro com Patrícia Gurgel, sim, há de se entender que o destino fez um favor a minha ex-namorada...
Mas eu não conseguia parar de pensar nela e achava que minha namorada não poderia estar com uma pessoa que pensa em outra, não daquela forma, me sentia mal, por isso terminei sem maiores detalhes.

Bem, Mariana continuava me atormentando, mas...

Fatos


Essa é a letra em documento original! Coisa rara!!!

Aula? Que nada!


Que saudades do Marista... Mas o mais gozado mesmo era o Yuri, eita menininho sofredor. A turma pegou no pé desse garoto e não largou mais. Yuri era gente fina, mas a galera entendeu que ele seria a bola da vez. Bem nesse contexto, nós tínhamos o presidente do grêmio como amigo e rolavam na época as inesquecíveis festas no América, onde eu "primo pobre" dormia na parada de frente ao restaurante chinês (parada da maioria das alunas da ED) e acordava na movimentada manhã de sábado para pegar ônibus, velhos tempos. Nos dias de hoje é capaz do carroceiro passar e pensar que é para reciclagem e dividir o cabra todinho, parte para a UFRN, UNP, o crânio para um Hell Angel, as córneas para o Walfredo, os dentes para...
O skank explodia no cenário nacional com Pacato Cidadão que na paródia da galera era "Yuri Viadão" esse documento eu não tenho, Ver Ferreira um clássico do skank "te ver e não te querer"... E Fatos com o também emergente Amazan. Eitaaaa peste! Mas sofria meu amigo e seu grande amor Ferreira, kkkkkkkkkk!

As amigas.


Logo de Cara surgiram novas amizades. Duas grandes garotas iriam se tornar minhas melhores amigas dentro da escola. Não era uma inclinação boiola não, era a disposição natural que eu tinha de gostar mais de garotas a garotos. Garotos era para jogar bola, tirar onda como você verão com o famoso Yuri. Garotas eram mais delicadas, cheirosas e divertidas. Dentre elas estavam Ellen Moura, amiga, paixonite e uma série de adjetivos cabe a ela e Mariana Banana, hoje miss IBGE, uma figuraça. Era quase um trio, pois ainda viria a habitar o hall da fama a inesquecível Flávia Caramelo com seus grandes olhos claros. Sem lembrar do amor mais platônico destes tempos, o primeiro diga-se de passagem, a gata Flávia Maria que apelidamos de FM. Doce. Ellen Moura era minha amiga e como todo novato tive a sorte de tê-la como "paquerinha". O que me apaixonou naquela garota era o seu despojamento e claro, o Hipismo. Era a coisa mais linda desse mundo vê-la cavalgar no Aero Clube com toda a indumentária necessária. Fora ela quem mais sofrera com a minha namorada: Patrícia Gurgel. Xi! Esse foi o seu tormento, pois na saula de aula tinha o nojento e asqueroso Diego. Ecaaaaaaaa!
Diego era o primo de Patrícia e estava incubido de espionar os meus passos no Marista. Logo ele percebeu que eu e ellen tínhamos uma amizade "diferente" e passou todos os detalhes para a minha namorada daquela época. Então Ellen passou a ser alvo de sucessivos ataques terroristas de uma namorada enciumada, nada mais natural, porém traumático, a ponto de receber palavras carinhosas como "Rapariga" estampada em meu diário escolar. Detalhe, Ellen tinha escrito algo carinhoso no dia do meu aniversário e tinha gravado o dia do aniversário dela na mesma. Esse rapaz meio afeminado, alto, branquelo azedo, assim eu pensava sobre ele, era um total estraga prazeres. Tudo era motivo para intrigas, fofocas e disse-me-disse. Foram momentos difícieis que quase nos levara às vias de fato na entrada do colégio no final da aula.
O que realmente ficou no ar? Diego era afim de Ellen ou de Paty?

O Início - Memórias falhas, discurso sem fundamento.



Esse era o passaporte para um dos anos mais fantásticos da minha vida. Neste período a vida funcionava como uma montanha russa, cheia de altos e baixos, mas lembrando que toda montanha russa está num parque de diversões. A minha mãe, tadinha, acreditando no futuro do "sem" me colocou no Colégio Santo Antônio Marista, onde estudaram meus primos que por acaso estudamos em outro colégio nos anos 80, o Maristela. Hoje mesmo passei por lá e vi "Paulo da lanchonete, pasmém, tava mais novo com mais cabelo, magro e forte. Essa nova safra de veiarada adolescendo mundo afora. Bem, voltemos ao passado, rsrs!

Com este passaporte de dois gumes eu teria que estudar mas acabei encontrando apenas diversão já que a única aula realmente interessante e divertida era a do professor Leonardo que foi o responsável pela minha descrença em pleno colégio religioso. O fato é que por sua causa, seu dinamismo didático embrenhei-me na Biblioteca Zila Mamede para estudar História do Brasil, de cara li "A Dialética da Colonização" de Alfredo Bosi. Resultado: nojo dos católicos catequistas e aproximação das religiões africanas e indígenas. Depois vieram Jean de Lery, Hans Staden dentre outros.

Na contramão da delícia que era passar tardes na companhia de leituras para lá de elucidadoras vinha o nada mais nada menos, mostruoso, "El Diablo", Professor William, tcharaaaaammm! Esse era Phoderosso! E quando começava com os sermões do país dele, das guerras, das filas, do respeito, blábláblá e blábláblá... Mas no fim de tudo era uma boa pessoa e nos ensinou certo dia que "Carreta" na terra dele era "Cocada".

Física, matemática, química, a professora era cliente da minha mãe, bem tudo isso era um saco, mas havia algo pior. Sim, quem não se lembra? Diego, o primo da minha namorada. Eca! Esse vai render um post.

De bom mesmo tinha o intervalo com a rádio da galera do Grêmio. O presidente era um bacana branquelo com cara de político, acho que o nome dele era Guilherme! Também tinha as gatas do Marista...Ah! Nisso o colégio era referência. Nhamnhamnham!

Enfim, haveria vida pós-aula? Sim, a educação física do professor Macaxeira que só saía de casa para dar essa aula pois o "homi" era branquinho. Valia a pena ir à aula para dar uma passadinha nas gatas do handebol, natação, basquete e claro! Ginástica Rítmica. Hummm!

Finalizando a apresentação do cenário, surgia na minha vida um sujeito com jeito de vilão, o bedel em outros tempos, o carrasco em tempos medievais, o coordenador Chico Perneta!